Fígado · Transplante Hepático

Transplante de Fígado em Goiás

Avaliação para transplante de fígado em Goiânia e Anápolis, para pacientes com cirrose avançada, câncer de fígado e outras doenças hepáticas graves, com um cirurgião formado especificamente em transplante hepático.

Doutorado FMUSP/USP Professor Adjunto UFG Fellowship Transplante Hepático e Pancreático · UNIFESP CRM-GO 13872 · RQE 6651
Mais de 20 anos de prática cirúrgica · Mais de 3.000 cirurgias realizadas

Quando pensar em transplante

O transplante é o tratamento definitivo para doenças do fígado que não respondem mais ao tratamento clínico. As indicações mais comuns são:

Cirrose avançada

Por hepatites B ou C, álcool, gordura no fígado ou causas autoimunes, sobretudo após complicações como ascite, sangramento de varizes, confusão mental ou icterícia.

Câncer de fígado

Carcinoma hepatocelular sobre cirrose, dentro dos critérios de Milão, quando a retirada de parte do fígado não é possível ou não é a melhor opção.

Outras doenças graves

Insuficiência hepática aguda, colangite biliar primária, colangite esclerosante e doenças metabólicas como a doença de Wilson.

O momento do encaminhamento importa. As diretrizes internacionais recomendam avaliar para transplante o paciente com cirrose já na primeira complicação grave ou quando o escore MELD chega a 151. Chegar cedo à avaliação dá tempo de preparar o paciente e tratar as complicações enquanto ele aguarda.

Câncer de fígado: quando o transplante é a melhor resposta

Fígado com cirrose avançada seccionado mostrando carcinoma hepatocelular, retirado durante transplante de fígado — Prof. Dr. Edmond Le Campion, transplante de fígado em Goiás
Fígado cirrótico retirado no transplante. Aberto, mostra o tumor (carcinoma hepatocelular) que se desenvolveu sobre a cirrose.

No carcinoma hepatocelular sobre cirrose, o transplante trata as duas doenças ao mesmo tempo: retira o tumor e substitui o fígado doente, onde novos tumores poderiam surgir. O estudo que estabeleceu os critérios de Milão, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou sobrevida de 75% em 4 anos nos pacientes transplantados dentro desses critérios, com 83% livres de recidiva do tumor2.

Enquanto o paciente aguarda na fila, o tumor pode ser controlado com tratamentos-ponte, como a ablação percutânea, para que ele não avance além dos critérios.

Como funciona a fila de espera

Depois da avaliação, o paciente aprovado é inscrito na lista do Sistema Nacional de Transplantes. A posição na fila não depende do tempo de espera, e sim da gravidade da doença, medida pelo escore MELD, calculado a partir de três exames de sangue: bilirrubina, creatinina e INR3. O princípio é "o mais grave primeiro": quem tem maior risco nos próximos meses recebe prioridade.

O tumor de fígado dentro dos critérios de Milão também dá pontuação especial, porque o risco do câncer não aparece nos exames do MELD.

A cirurgia

O transplante é uma cirurgia de grande porte, com duração de 6 a 12 horas. O fígado doente é retirado e o fígado do doador é implantado no mesmo local, com a reconstrução da veia cava, da veia porta, da artéria hepática e da via biliar. Depois, o paciente fica alguns dias na UTI, e a alta costuma ocorrer entre 10 e 20 dias após a cirurgia.

Fígado saudável de doador falecido preparado na mesa de banco antes do implante no transplante de fígado — Prof. Dr. Edmond Le Campion, Goiânia e Anápolis
O enxerto. Fígado saudável do doador falecido, preparado antes do implante.
Aspecto final do transplante de fígado com o fígado saudável do doador implantado no receptor — cirurgia realizada pelo Prof. Dr. Edmond Le Campion, transplante de fígado em Goiás
Aspecto final da cirurgia. O fígado saudável do doador já implantado no receptor.

Resultados

Em centros especializados, o transplante de fígado está entre os tratamentos de maior impacto da medicina moderna4:

~90%
Sobrevida no primeiro ano após o transplante
>70%
Sobrevida em cinco anos, com a maioria dos pacientes de volta à vida normal, ao trabalho e às atividades físicas

Formação específica em transplante. O Prof. Dr. Edmond Le Campion fez Fellowship em Transplante de Fígado e Pâncreas pela UNIFESP, doutorado pela USP, e atua em cirurgia e transplante hepatobiliopancreático no Hospital das Clínicas da UFG. É um dos poucos cirurgiões da região Centro-Oeste com essa formação.

Como funciona o atendimento

1

Consulta

Revisão do histórico, dos exames e das complicações da doença. Cálculo do MELD e definição se há indicação de transplante.

2

Avaliação multidisciplinar

Exames de imagem, avaliação cardiológica, psicológica, nutricional e social, para confirmar a indicação e preparar o paciente.

3

Inscrição na lista

Inscrição no Sistema Nacional de Transplantes, com prioridade definida pela gravidade (MELD).

4

Acompanhamento na espera

Tratamento das complicações da cirrose e, no câncer de fígado, tratamentos-ponte como a ablação.

5

Transplante e seguimento

Cirurgia, UTI, internação e acompanhamento por toda a vida, com ajuste dos imunossupressores.

Artigos para entender melhor

Perguntas frequentes

Quem decide a posição na fila?

A gravidade da doença, medida pelo escore MELD, e não a ordem de chegada. Pacientes mais graves recebem prioridade. O câncer de fígado dentro dos critérios de Milão também recebe pontuação especial.

Quanto tempo se espera por um fígado?

Varia muito, conforme a gravidade, o tipo sanguíneo e a disponibilidade de órgãos. Por isso a avaliação deve ser feita cedo, e as complicações tratadas durante a espera.

Vou precisar de remédios para sempre?

Sim. Os imunossupressores evitam a rejeição do novo fígado e são usados por toda a vida, com doses ajustadas ao longo do tempo e acompanhamento regular.

Dá para ter vida normal depois do transplante?

A grande maioria dos pacientes volta a trabalhar, praticar atividades físicas e conviver normalmente com a família, mantendo o acompanhamento médico.

Como agendar a avaliação?

Entre em contato pelo WhatsApp do consultório (Goiânia ou Anápolis). Traga os exames recentes e os laudos de imagem que tiver.

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Prof. Dr. Edmond Le Campion
Cirurgião do Aparelho Digestivo · Fígado, Pâncreas e Vias Biliares
Doutor pela USP · Professor Adjunto UFG · CRM-GO 13872
Doutorado FMUSP Professor UFG Transplante de Fígado Transplante Hepático · UNIFESP Goiânia · Anápolis

Cirrose avançada ou câncer de fígado na família?

O Prof. Dr. Edmond Le Campion faz a avaliação para transplante de fígado em Goiânia e Anápolis e orienta cada etapa do caminho até a cirurgia.

Referências

  1. Martin P, DiMartini A, Feng S, Brown R Jr, Fallon M. Evaluation for liver transplantation in adults: 2013 practice guideline by the American Association for the Study of Liver Diseases and the American Society of Transplantation. Hepatology. 2014;59(3):1144-1165.
  2. Mazzaferro V, Regalia E, Doci R, et al. Liver transplantation for the treatment of small hepatocellular carcinomas in patients with cirrhosis. New England Journal of Medicine. 1996;334(11):693-699.
  3. Kamath PS, Wiesner RH, Malinchoc M, et al. A model to predict survival in patients with end-stage liver disease. Hepatology. 2001;33(2):464-470.
  4. Lucey MR, Furuya KN, Foley DP. Liver transplantation. New England Journal of Medicine. 2023;389(20):1888-1900.