Estômago · Cirurgia Oncológica Digestiva

Cirurgia de Câncer de Estômago em Goiânia e Anápolis

Gastrectomia com linfadenectomia D2 para o câncer gástrico, por via laparoscópica, robótica ou aberta conforme cada caso, e sempre integrada a um plano de tratamento construído com a oncologia clínica.

Doutorado FMUSP/USP Professor Adjunto UFG Fellowship Transplante Hepático e Pancreático · UNIFESP CRM-GO 13872 · RQE 6651
Mais de 20 anos de prática cirúrgica · Mais de 3.000 cirurgias realizadas

Quando procurar avaliação

O câncer de estômago costuma dar sinais discretos no início, que se confundem com gastrite. Vale investigar com endoscopia, sobretudo depois dos 40 anos:

Sintomas que persistem

Má digestão, sensação de estômago cheio com pouca comida ou dor na "boca do estômago" que não melhora com o tratamento habitual.

Sinais de alerta

Perda de peso sem explicação, anemia, vômitos persistentes, dificuldade para engolir ou fezes escuras.

Diagnóstico já confirmado

Biópsia endoscópica com adenocarcinoma ou outro tumor gástrico: é hora de definir o estadiamento e o plano de tratamento.

Endoscopia digestiva alta mostrando lesão neoplásica gástrica ulcerada — caso do acervo do Prof. Dr. Edmond Le Campion, cirurgia de câncer de estômago em Goiânia e Anápolis
Endoscopia digestiva alta. Lesão ulcerada do estômago, confirmada como câncer na biópsia. A endoscopia é o exame que dá o diagnóstico.

Um tratamento em equipe, não só uma cirurgia

No câncer gástrico localmente avançado, o padrão atual de tratamento combina cirurgia e quimioterapia antes e depois da operação (quimioterapia perioperatória). O estudo FLOT4, publicado no The Lancet, mostrou que o esquema FLOT aumentou a sobrevida mediana de 35 para 50 meses em comparação ao esquema anterior1. Mais recentemente, o estudo MATTERHORN, no New England Journal of Medicine, mostrou benefício adicional ao associar imunoterapia (durvalumabe) ao FLOT2.

Por isso, cada caso é planejado em conjunto com a oncologia clínica: o estadiamento define se a cirurgia vem primeiro ou se a quimioterapia começa antes, e qual é a extensão de estômago a ser retirada.

A cirurgia: gastrectomia com linfadenectomia D2

Conforme a localização do tumor, retira-se parte do estômago (gastrectomia subtotal) ou o estômago inteiro (gastrectomia total), com reconstrução do trânsito digestivo. Junto com o estômago são retirados os linfonodos da região, na chamada linfadenectomia D2, que é o padrão oncológico internacional. É ela que permite o estadiamento correto e reduz o risco de a doença voltar na região operada.

Esquema das estações linfonodais do estômago (classificação JGCA) retiradas na linfadenectomia D2 da gastrectomia por câncer gástrico — Prof. Dr. Edmond Le Campion, Goiânia e Anápolis
Estações linfonodais do estômago. Na dissecção D1 são retirados os linfonodos junto ao estômago (estações 1 a 6). A D2 acrescenta os linfonodos ao longo das artérias principais (7 a 12).

Por vídeo ou robótica: o que dizem os estudos

A via minimamente invasiva já foi testada em grandes estudos randomizados e não compromete o resultado oncológico:

72,6% vs 76,3%
Sobrevida em 5 anos, laparoscopia vs. cirurgia aberta, sem diferença estatística, em 1.039 pacientes com câncer localmente avançado (estudo CLASS-01, JAMA Surgery)3
29 vs 29
Linfonodos retirados (mediana), laparoscopia vs. aberta, com margens, complicações e qualidade de vida semelhantes (estudo LOGICA, Journal of Clinical Oncology)4

A via de acesso é uma decisão técnica, caso a caso. Tamanho e localização do tumor, cirurgias anteriores e a necessidade de ressecções ampliadas pesam mais do que o tamanho da cicatriz. O que não se negocia, em qualquer via, é a margem livre e a linfadenectomia adequada.

Como funciona o atendimento

1

Consulta

Revisão da endoscopia, da biópsia e dos sintomas.

2

Estadiamento

Tomografia e, quando indicado, outros exames para definir a extensão da doença.

3

Discussão com a oncologia

Definição se a quimioterapia vem antes da cirurgia e do plano completo de tratamento.

4

Cirurgia

Gastrectomia com linfadenectomia D2, pela via mais adequada ao caso, em hospital com estrutura de terapia intensiva.

5

Recuperação e seguimento

Retorno progressivo da alimentação com orientação nutricional, análise da peça e acompanhamento oncológico.

Artigos para entender melhor

Perguntas frequentes

Dá para viver sem o estômago?

Sim. Após a gastrectomia total, o esôfago é ligado diretamente ao intestino. A alimentação passa a ser em porções menores e mais frequentes, com acompanhamento nutricional. Também é necessário repor vitamina B12 por toda a vida.

Vou precisar de quimioterapia?

Na maioria dos casos localmente avançados, sim, antes e depois da cirurgia. Tumores muito iniciais podem ser tratados só com cirurgia ou, em casos selecionados, por endoscopia. Isso é definido pelo estadiamento.

A cirurgia pode ser feita por vídeo?

Em muitos casos, sim. Grandes estudos mostraram resultado oncológico semelhante ao da cirurgia aberta. A escolha da via é feita caso a caso.

Quanto tempo fico internado?

Em geral, de 5 a 10 dias, conforme a extensão da cirurgia e a evolução da alimentação. Isso é discutido individualmente na consulta.

O atendimento é particular ou por convênio?

Entre em contato diretamente pelo WhatsApp do consultório (Goiânia ou Anápolis) para confirmar a forma de atendimento e a disponibilidade de agenda.

Procedimentos relacionados

Prof. Dr. Edmond Le Campion
Cirurgião do Aparelho Digestivo · Fígado, Pâncreas e Vias Biliares
Doutor pela USP · Professor Adjunto UFG · CRM-GO 13872
Doutorado FMUSP Professor UFG Cirurgia Oncológica Digestiva Gastrectomia com Linfadenectomia D2 Goiânia · Anápolis

Recebeu o diagnóstico de câncer de estômago?

O Prof. Dr. Edmond Le Campion avalia cada caso individualmente, em Goiânia e Anápolis, e constrói o plano de tratamento junto com a oncologia.

Referências

  1. Al-Batran SE, Homann N, Pauligk C, et al. Perioperative chemotherapy with fluorouracil plus leucovorin, oxaliplatin, and docetaxel versus fluorouracil or capecitabine plus cisplatin and epirubicin for locally advanced, resectable gastric or gastro-oesophageal junction adenocarcinoma (FLOT4): a randomised, phase 2/3 trial. The Lancet. 2019;393(10184):1948-1957.
  2. Janjigian YY, Al-Batran SE, Wainberg Z, et al. Perioperative durvalumab in gastric and gastroesophageal junction cancer. New England Journal of Medicine. 2025;393(3):217-230.
  3. Huang CM, Liu H, Hu Y, et al. Laparoscopic vs open distal gastrectomy for locally advanced gastric cancer: five-year outcomes from the CLASS-01 randomized clinical trial. JAMA Surgery. 2022;157(1):9-17.
  4. van der Veen A, Brenkman HJF, Seesing MFJ, et al. Laparoscopic versus open gastrectomy for gastric cancer (LOGICA): a multicenter randomized clinical trial. Journal of Clinical Oncology. 2021;39(9):978-989.