Gastrectomia com linfadenectomia D2 para o câncer gástrico, por via laparoscópica, robótica ou aberta conforme cada caso, e sempre integrada a um plano de tratamento construído com a oncologia clínica.
O câncer de estômago costuma dar sinais discretos no início, que se confundem com gastrite. Vale investigar com endoscopia, sobretudo depois dos 40 anos:
Má digestão, sensação de estômago cheio com pouca comida ou dor na "boca do estômago" que não melhora com o tratamento habitual.
Perda de peso sem explicação, anemia, vômitos persistentes, dificuldade para engolir ou fezes escuras.
Biópsia endoscópica com adenocarcinoma ou outro tumor gástrico: é hora de definir o estadiamento e o plano de tratamento.
No câncer gástrico localmente avançado, o padrão atual de tratamento combina cirurgia e quimioterapia antes e depois da operação (quimioterapia perioperatória). O estudo FLOT4, publicado no The Lancet, mostrou que o esquema FLOT aumentou a sobrevida mediana de 35 para 50 meses em comparação ao esquema anterior1. Mais recentemente, o estudo MATTERHORN, no New England Journal of Medicine, mostrou benefício adicional ao associar imunoterapia (durvalumabe) ao FLOT2.
Por isso, cada caso é planejado em conjunto com a oncologia clínica: o estadiamento define se a cirurgia vem primeiro ou se a quimioterapia começa antes, e qual é a extensão de estômago a ser retirada.
Conforme a localização do tumor, retira-se parte do estômago (gastrectomia subtotal) ou o estômago inteiro (gastrectomia total), com reconstrução do trânsito digestivo. Junto com o estômago são retirados os linfonodos da região, na chamada linfadenectomia D2, que é o padrão oncológico internacional. É ela que permite o estadiamento correto e reduz o risco de a doença voltar na região operada.
A via minimamente invasiva já foi testada em grandes estudos randomizados e não compromete o resultado oncológico:
A via de acesso é uma decisão técnica, caso a caso. Tamanho e localização do tumor, cirurgias anteriores e a necessidade de ressecções ampliadas pesam mais do que o tamanho da cicatriz. O que não se negocia, em qualquer via, é a margem livre e a linfadenectomia adequada.
Revisão da endoscopia, da biópsia e dos sintomas.
Tomografia e, quando indicado, outros exames para definir a extensão da doença.
Definição se a quimioterapia vem antes da cirurgia e do plano completo de tratamento.
Gastrectomia com linfadenectomia D2, pela via mais adequada ao caso, em hospital com estrutura de terapia intensiva.
Retorno progressivo da alimentação com orientação nutricional, análise da peça e acompanhamento oncológico.
Fatores de risco, classificação, estadiamento, quimioterapia perioperatória e imunoterapia.
Ler artigo →Os estudos que compararam vídeo, robótica e cirurgia aberta, e o protocolo de recuperação acelerada.
Ler artigo →Sim. Após a gastrectomia total, o esôfago é ligado diretamente ao intestino. A alimentação passa a ser em porções menores e mais frequentes, com acompanhamento nutricional. Também é necessário repor vitamina B12 por toda a vida.
Na maioria dos casos localmente avançados, sim, antes e depois da cirurgia. Tumores muito iniciais podem ser tratados só com cirurgia ou, em casos selecionados, por endoscopia. Isso é definido pelo estadiamento.
Em muitos casos, sim. Grandes estudos mostraram resultado oncológico semelhante ao da cirurgia aberta. A escolha da via é feita caso a caso.
Em geral, de 5 a 10 dias, conforme a extensão da cirurgia e a evolução da alimentação. Isso é discutido individualmente na consulta.
Entre em contato diretamente pelo WhatsApp do consultório (Goiânia ou Anápolis) para confirmar a forma de atendimento e a disponibilidade de agenda.
O Prof. Dr. Edmond Le Campion avalia cada caso individualmente, em Goiânia e Anápolis, e constrói o plano de tratamento junto com a oncologia.