Vesícula Biliar · Cirurgia por Videolaparoscopia

Cirurgia de Vesícula em Goiânia e Anápolis

Colecistectomia por videolaparoscopia para pedra na vesícula, colecistite e suas complicações — feita por um cirurgião de fígado, vias biliares e transplante hepático, com a técnica da Visão Crítica de Segurança como regra em todos os casos.

Doutorado FMUSP/USP Professor Adjunto UFG Fellowship Transplante Hepático e Pancreático · UNIFESP CRM-GO 13872 · RQE 6651
Mais de 20 anos de prática cirúrgica · Mais de 3.000 cirurgias realizadas

Quando a vesícula precisa ser operada

Ter pedra na vesícula não significa, automaticamente, precisar de cirurgia. A maioria das pessoas com cálculos que nunca deram sintomas pode apenas ser acompanhada1. A cirurgia passa a ser indicada nestas situações:

Cólica biliar

Dor no lado direito ou na "boca do estômago", geralmente após refeições gordurosas. Depois da primeira crise, a chance de novas crises e de complicações aumenta.

Colecistite aguda

Inflamação da vesícula, com dor contínua, febre e mal-estar. A cirurgia precoce, na mesma internação, tem melhores resultados do que adiar.

Complicações da pedra

Pedra no canal da bile (coledocolitíase), icterícia ou pancreatite biliar. São situações em que a vesícula deve ser retirada para evitar novos episódios.

Segurança em primeiro lugar: a Visão Crítica de Segurança

A colecistectomia é uma das cirurgias mais realizadas no mundo — e, justamente por ser comum, muitas vezes é vista como "simples". Mas existe uma complicação rara e grave: a lesão da via biliar, o canal principal que leva a bile do fígado ao intestino. Um estudo com mais de 1,5 milhão de pacientes, publicado no JAMA, mostrou que pacientes que sofreram essa lesão tiveram risco de morte no seguimento quase três vezes maior do que os que não sofreram — e que o risco foi maior quando o reparo era feito pelo próprio cirurgião que causou a lesão, e não por um especialista em vias biliares2.

A principal forma de prevenção é a Visão Crítica de Segurança, descrita por Strasberg e colaboradores3: antes de cortar qualquer estrutura, o cirurgião disseca o chamado triângulo hepatocístico até que apenas duas estruturas — o ducto cístico e a artéria cística — estejam claramente entrando na vesícula. Só então elas são clipadas e seccionadas. No consultório do Prof. Dr. Edmond Le Campion, essa etapa não é opcional: é a regra.

Visão Crítica de Segurança na colecistectomia videolaparoscópica com exposição do ducto cístico e da artéria cística — Prof. Dr. Edmond Le Campion, cirurgia de vesícula em Goiânia e Anápolis
Visão Crítica de Segurança. Exposição do ducto cístico e da artéria cística, com o triângulo de segurança completamente dissecado, antes de qualquer secção. Cirurgia realizada pelo Prof. Dr. Edmond Le Campion.

Por que isso importa na escolha do cirurgião: o Prof. Dr. Edmond Le Campion é cirurgião de fígado, vias biliares e transplante hepático — a especialidade que repara as lesões da via biliar quando elas acontecem. Quem conhece em detalhe a anatomia biliar e sabe tratar a complicação é também quem mais se dedica a evitá-la. Veja o artigo sobre lesão da via biliar.

"Gordura no fígado" no ultrassom: por que olhar o fígado durante a cirurgia

Muitos pacientes que chegam para operar a vesícula trazem um ultrassom com o laudo de esteatose hepática (gordura no fígado). O ultrassom é um bom exame para esse fim: uma meta-análise publicada na Hepatology, com 49 estudos e mais de 4.700 participantes, mostrou sensibilidade de cerca de 85% e especificidade de cerca de 94% para esteatose moderada a grave4. Mas isso também significa que ele não é perfeito: há laudos falso-positivos, e o resultado depende do aparelho e de quem faz o exame.

Durante a colecistectomia, o fígado fica diretamente à vista do cirurgião. Um cirurgião treinado em cirurgia do fígado e transplante hepático sabe avaliar o aspecto do órgão — cor, superfície, bordas, consistência — e reconhecer se ele é de fato normal ou se há sinais de esteatose, inflamação ou fibrose que mereçam investigação ou acompanhamento. Assim, um laudo de ultrassom pode ser confirmado ou relativizado, e o paciente sai da cirurgia com uma informação a mais sobre a saúde do seu fígado.

Aspecto intraoperatório de fígado normal e vesícula biliar com cálculos durante colecistectomia por videolaparoscopia — Prof. Dr. Edmond Le Campion, cirurgião de fígado em Goiânia e Anápolis
Aspecto intraoperatório de um fígado normal e da vesícula biliar com cálculos. Durante a cirurgia, o fígado é avaliado diretamente — o que permite confirmar ou não o achado de esteatose de um ultrassom prévio. Cirurgia realizada pelo Prof. Dr. Edmond Le Campion.

Saiba mais no artigo Gordura no Fígado (Esteatose): É Grave?

Não esperar a complicação: o que mostram os estudos

Quando a vesícula já deu sinais, adiar a cirurgia costuma sair mais caro para o paciente. Dois estudos clínicos randomizados ajudam a entender por quê:

11,8% vs 34,4%
Complicações na colecistite aguda: cirurgia precoce vs. adiada. Internação de 5,4 vs. 10 dias (estudo ACDC, Annals of Surgery)5
5% vs 17%
Readmissão ou morte por complicações da pedra após pancreatite biliar leve: cirurgia na mesma internação vs. adiada (estudo PONCHO, The Lancet)6

Como funciona o atendimento

1

Consulta

Revisão dos sintomas, do ultrassom e de exames de sangue. Avaliação se a cirurgia é realmente indicada.

2

Exames complementares, quando necessário

Ressonância das vias biliares (colangiorressonância) se houver suspeita de pedra no canal da bile.

3

Avaliação pré-operatória

Exames e avaliação clínica para uma cirurgia segura.

4

Cirurgia por videolaparoscopia

Pequenas incisões, Visão Crítica de Segurança e avaliação do fígado no mesmo ato.

5

Alta e seguimento

Na maioria dos casos eletivos, alta no mesmo dia ou no dia seguinte, com retorno programado.

Artigos para entender melhor

Perguntas frequentes

Tenho pedra na vesícula, mas nunca senti nada. Preciso operar?

Na maioria dos casos, não. Pedras que nunca deram sintomas costumam ser apenas acompanhadas. Há exceções, que são avaliadas individualmente na consulta.

Como é a recuperação?

Na cirurgia eletiva por videolaparoscopia, a alta costuma ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte, com retorno gradual às atividades. Casos de colecistite ou com complicações podem exigir internação mais longa.

Dá para viver normalmente sem a vesícula?

Sim. A vesícula apenas armazena a bile produzida pelo fígado. Depois da cirurgia, a bile passa a ir diretamente para o intestino, e a grande maioria das pessoas mantém a alimentação habitual.

Meu ultrassom mostrou gordura no fígado. Isso muda a cirurgia?

Em geral, não impede a cirurgia. Durante o procedimento, o fígado é avaliado diretamente, o que ajuda a confirmar ou não o achado do ultrassom e a orientar o acompanhamento depois.

O atendimento é particular ou por convênio?

Entre em contato diretamente pelo WhatsApp do consultório (Goiânia ou Anápolis) para confirmar a forma de atendimento e a disponibilidade de agenda.

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Doutor pela USP · Professor Adjunto UFG · CRM-GO 13872
Doutorado FMUSP Professor UFG Transplante Hepático e Pancreático · UNIFESP Cirurgia de Vias Biliares Goiânia · Anápolis

Tem pedra na vesícula ou já teve uma crise de dor?

O Prof. Dr. Edmond Le Campion avalia cada caso individualmente, em Goiânia e Anápolis, para definir se a cirurgia é indicada e qual o melhor momento.

Referências

  1. Lammert F, Gurusamy K, Ko CW, et al. Gallstones. Nature Reviews Disease Primers. 2016;2:16024.
  2. Flum DR, Cheadle A, Prela C, Dellinger EP, Chan L. Bile duct injury during cholecystectomy and survival in Medicare beneficiaries. JAMA. 2003;290(16):2168-2173.
  3. Strasberg SM, Hertl M, Soper NJ. An analysis of the problem of biliary injury during laparoscopic cholecystectomy. Journal of the American College of Surgeons. 1995;180(1):101-125.
  4. Hernaez R, Lazo M, Bonekamp S, et al. Diagnostic accuracy and reliability of ultrasonography for the detection of fatty liver: a meta-analysis. Hepatology. 2011;54(3):1082-1090.
  5. Gutt CN, Encke J, Köninger J, et al. Acute cholecystitis: early versus delayed cholecystectomy, a multicenter randomized trial (ACDC study, NCT00447304). Annals of Surgery. 2013;258(3):385-393.
  6. da Costa DW, Bouwense SA, Schepers NJ, et al. Same-admission versus interval cholecystectomy for mild gallstone pancreatitis (PONCHO): a multicentre randomised controlled trial. The Lancet. 2015;386(10000):1261-1268.